quinta-feira, 12 de março de 2015

Apresentação





Eu nunca usei o SUS na minha vida; pelo menos não teoricamente!

Quando criança, muito antes da proliferação dos famigerados convênios médicos, utilizávamos, eu, meus pais e meus irmãos, o INAMPS/INPS e postos de saúde. Depois veio o INSS, mas nessa fase já podíamos contar com algum convênio. Primeiro como dependentes da minha mãe, que tinha convênio no trabalho, depois, já como funcionários de alguma empresa.

Até 2013 contava com a assistência médica da Amil, que tinha há mais de 10 anos, herdado da empresa em que trabalhei e resolvi mantê-lo ao sair de lá (R$ 485,00, valor do último boleto pago). Quando comecei em outra empresa, por ter a mesma assistência médica Amil, com as mesmas características do meu particular e pagando um valor infinitamente menor (cerca de R$180,00), optei por encerrar o outro e ficar só com aquele. O que eu não contava é que seria desligada da empresa depois de 9 meses e, com esse tempo, não teria direito a manter o convênio depois. Ainda tentei uma negociação, mas o valor era inviável (R$ 680,00) e, por não ter conseguido uma recolocação no mercado de imediato, o jeito foi ficar descoberta de convênio mesmo.

Havia uma preocupação muito grande com relação a isso, pois há pouco mais de 10 anos tive câncer de mama e não posso deixar de fazer meus exames de acompanhamento, então cheguei a pensar em pagar no particular, para não ficar sem esse controle, mas mesmo nos lugares mais baratos, os valores são impraticáveis pra quem ainda está sem trabalho.

Dia desses, conversando com a faxineira do meu prédio, ela contou pra minha mãe que utiliza o SUS e que deveríamos pensar nisso, pois ela não tem queixa alguma e que tudo o que precisa de exames e acompanhamento médico faz por lá e está muito satisfeita.

Ela explicou que é bastante simples fazer a carteirinha e já marcar as consultas: basta procurar a UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima de casa – no meu caso, a da Rua Humaitá -, munida de uma cópia do comprovante de residência mais recente e cópia de um documento de identidade com foto. Lá preenchem a ficha com o nome completo, endereço, telefones para contato e e-mail; imprimem a etiqueta e colam na carteirinha do SUS. Pronto! Nesse momento você já é um usuário do SUS e pode agendar uma consulta médica. 
Simples, rápido, prático... e grátis!

Decidimos tentar e a faxineira, muito solícita, levou nossas cópias de documentos na UBS e voltou com nossa carteirinha em mãos e uma consulta já agendada para dali, mais ou menos, 60 dias.

Na ocasião achamos o tempo absurdamente longo, mas bastou conversarmos com alguns amigos e até nos animamos, pois tem gente esperando 90 dias pra consultas no convênio, dependendo da especialidade médica. Isso quando conseguem a consulta! 

O jeito foi esperar e ver como seria a experiência... e é o que eu vou relatar nos próximos posts, de acordo com o que formos vivendo no SUS, daqui por diante.

Espero que vocês possam acompanhar esses relatos!

Até o próximo post!

Nenhum comentário:

Postar um comentário